Profissionais de uma construtora analisam planilhas e documentos para avaliar os custos de pós-obra

Avaliação de Custos Pós-Obra: Como Aplicar em Construtoras

  • Jessé
  • 1st novembro 2023 2 semanas atrás
  • 2 semanas atrás 7 min de leitura
Tempo de Leitura: 4 minutos

A avaliação dos custos de pós-obra ajuda construtoras e incorporadoras a identificar onde o atendimento consome recursos e quais problemas se repetem após a entrega. Para aplicá-la, registre despesas por empreendimento, chamado, sistema e causa, e use os resultados para priorizar melhorias, não apenas para fechar o orçamento.

Principais pontos para começar

  • Some custos diretos e indiretos, incluindo retornos e retrabalho.
  • Compare empreendimentos e períodos com critérios iguais.
  • Use indicadores por chamado, unidade, sistema e causa.
  • Relacione despesas com manutenção, garantias e histórico técnico.
  • Revise as causas recorrentes antes de definir ações de redução.

Avalie o custo por empreendimento, não só o total da empresa

Um valor consolidado mostra quanto a operação gastou, mas não revela por que gastou. Separar os dados por empreendimento permite perceber se os custos se concentram em determinado sistema, etapa de atendimento ou tipo de ocorrência.

Defina um período de análise e mantenha o mesmo critério de registro. Compare empreendimentos semelhantes e considere o número de unidades e chamados: um total maior pode refletir uma operação maior, não necessariamente um desempenho pior.

Quais despesas entram na conta do pós-obra?

Inclua os gastos necessários para receber, avaliar e resolver solicitações, além das atividades de conservação programada. Uma classificação simples evita que despesas administrativas ou visitas repetidas desapareçam em categorias genéricas.

GrupoExemplosO que observar
Atendimento técnicoHoras da equipe, inspeções e serviços terceirizadosTempo até a conclusão e chamados reabertos
CorreçãoMateriais, mão de obra e deslocamentos para reparosSistema e causa da ocorrência
GestãoTriagem, comunicação, documentação e acompanhamentoEsforço administrativo por solicitação
PrevençãoVistorias e manutenções programadasExecução, evidências e ocorrências posteriores

Registre também retornos ao mesmo local e serviços refeitos. Sem essa separação, o custo real do retrabalho pode ficar escondido dentro das despesas gerais.

Analista organiza registros de assistência técnica e documentos para classificar os custos de pós-obra

Como calcular o custo por chamado e por unidade?

Some as despesas atribuídas aos atendimentos concluídos e divida pela quantidade de chamados do período. Para obter o custo por unidade, divida as despesas totais de pós-obra pelo número de unidades do empreendimento. São indicadores diferentes e respondem a perguntas diferentes.

Exemplo ilustrativo: se uma construtora registrar R$ 3.200 em despesas para quatro chamados, o custo médio será de R$ 800 por chamado. Esse valor não é referência de mercado: é apenas um cálculo hipotético. O resultado só é útil se todos os custos e chamados forem registrados com o mesmo critério.

Para análises mais precisas, calcule também por sistema e causa. Um custo médio estável pode esconder poucas ocorrências muito caras ou muitas solicitações recorrentes de baixo valor.

Quais indicadores ajudam a encontrar desperdícios?

Combine indicadores financeiros com dados operacionais. O custo isolado mostra o tamanho da despesa; os indicadores de atendimento ajudam a localizar o processo ou a causa que merece investigação.

  • Custo médio por chamado: despesas de atendimento divididas pelos chamados concluídos.
  • Custo por unidade: despesas do período divididas pelas unidades do empreendimento.
  • Taxa de reincidência: solicitações repetidas para a mesma causa, sistema ou local.
  • Tempo de resolução: intervalo entre o registro e a conclusão do atendimento.
  • Participação por causa: parcela dos gastos atribuída a cada tipo de ocorrência.

Analise tendências ao longo do tempo e investigue variações relevantes. Uma redução de despesa, por si só, não comprova melhora se vier acompanhada de demora maior, solicitações sem solução ou perda de qualidade percebida pelo proprietário.

Como transformar a análise em rotina de gestão?

Comece com um processo simples e repetível. Primeiro, padronize categorias e determine quem registra custos, chamados e evidências. Depois, consolide os dados por empreendimento e revise os resultados em uma frequência definida pela operação.

  1. Escolha os indicadores que respondem às decisões da equipe.
  2. Registre valores, causa, sistema, status e reincidências.
  3. Compare dados entre períodos e empreendimentos equivalentes.
  4. Investigue as causas de maior custo ou repetição.
  5. Defina ações, responsáveis e prazo para verificar o resultado.

Esse ciclo evita decisões baseadas apenas em impressões. Também permite verificar se uma mudança de procedimento reduziu retrabalho ou apenas transferiu despesas para outra etapa do atendimento.

Como manutenção e documentação apoiam o controle?

O histórico de manutenções e atendimentos ajuda a contextualizar os gastos: mostra o que foi executado, quando ocorreu e quais documentos comprovam o serviço. Essa organização também facilita consultar orientações e prazos de garantia aplicáveis ao empreendimento, conforme seus documentos e condições.

O seuManualPRO reúne manual do proprietário digital, gestão de assistência técnica e registro de manutenções preventivas. Conforme os módulos utilizados, permite acompanhar solicitações, consultar indicadores e registrar evidências, como fotos, ART e notas fiscais. Esses recursos apoiam a análise operacional, mas não substituem avaliação técnica nem a conferência dos documentos e critérios aplicáveis ao caso.

Manter registros organizados também contribui para acompanhar as recomendações de manutenção e as referências da ABNT NBR 17170 relacionadas a garantias. Para a construtora, o ganho está em poder consultar o histórico e avaliar custos com mais contexto, em vez de tratar cada chamado como um evento isolado.

Perguntas frequentes

Como estimar os custos de pós-obra?

Estime os custos reunindo chamados de assistência técnica, manutenções corretivas e preventivas, deslocamentos, materiais, horas da equipe e despesas administrativas. Classifique cada ocorrência por empreendimento, sistema e causa. Some os valores realizados no período e divida pelo volume de unidades ou solicitações, conforme a decisão que deseja apoiar. Compare com períodos equivalentes.

Quais custos devem entrar na avaliação do pós-obra?

Inclua mão de obra, materiais, deslocamentos, serviços terceirizados, inspeções, comunicação com proprietários e tempo administrativo. Registre também retornos ao mesmo local e chamados reabertos, pois podem indicar retrabalho. Separe custos de manutenção preventiva dos gastos com falhas e correções para entender onde há oportunidade de agir.

Existe um percentual fixo para os custos de pós-obra?

Não existe um percentual único que sirva para toda construtora ou empreendimento. O valor depende do tipo de imóvel, dos sistemas instalados, do histórico de ocorrências, do escopo de atendimento e dos critérios contábeis usados. Em vez de adotar uma referência genérica, compare empreendimentos semelhantes e acompanhe a evolução dos próprios dados.

Como calcular o custo por chamado de assistência técnica?

Divida o custo total dos atendimentos concluídos pelo número de chamados no mesmo período. Some despesas como mão de obra, peças, deslocamento e administração, mantendo critérios consistentes. Para evitar distorções, acompanhe também o custo por sistema, causa e unidade, além da quantidade de solicitações reabertas ou repetidas.

Como a manutenção preventiva pode reduzir despesas?

A manutenção preventiva ajuda a identificar e tratar necessidades de conservação antes que evoluam para intervenções corretivas mais complexas. Seu efeito financeiro deve ser verificado nos dados: compare despesas preventivas, ocorrências posteriores, reincidências e custos por sistema. O registro das atividades também facilita acompanhar o histórico e comprovar serviços realizados.

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